O Chega propõe um pacote para que nenhuma mulher aborte por falta de apoio: abono pré-natal desde a conceção, ecografia obrigatória antes da IVG, lista de IPSS entregue nas consultas, isenções fiscais para quem contratar grávidas e criminalização da coação ao aborto.
🍺 Qual é o problema?
›Em 2023 houve 17.124 interrupções da gravidez em Portugal — 96,7% por opção da mulher.
›Destes casos, 57% das mulheres não viviam com companheiro e 33% eram estrangeiras.
›Desde 2007, estima-se mais de 160 mil abortos.
›O Chega argumenta que muitas mulheres abortam por falta de alternativas e não por escolha livre.
›Quase 1.400 grávidas foram dispensadas pelas empresas em 2022.
📋 O que muda?
›Abono pré-natal pago desde a conceção (não desde o 2.º trimestre) e retroactivo
›Informação obrigatória sobre apoios do Estado e lista de IPSS/Centros de Apoio à Vida antes da IVG
›Possibilidade de ouvir batimento cardíaco do feto antes de decidir
👍
A favor
157% das mulheres que abortaram não viviam com companheiro e 33% eram estrangeiras — a falta de rede de apoio é um fator real na decisão Público
2Quase 1.400 grávidas foram dispensadas pelas empresas em 2022 — proteger o emprego de grávidas é essencial Observador
3O abono pré-natal desde a conceção é uma medida concreta que ajuda financeiramente famílias vulneráveis Público
Votação no parlamento
O que se passou até agora
Discussão generalidade
11 de julho de 2025
Votaram no plenário
11 de julho de 2025
Baixa comissão distribuição inicial generalidade
9 de julho de 2025
Anunciaram-na no plenário
9 de julho de 2025
O presidente aceitou para discussão
9 de julho de 2025
Chegou à mesa
4 de julho de 2025
Saiu na folha oficial
4 de julho de 2025
Na comunicação social
›
Criminalização da coação ao aborto — até 3 anos de prisão, incluindo pressão sobre médicos objetores
›Isenção de contribuições patronais para quem contratar grávidas ou mulheres com filhos até 3 anos
›20 dias de faltas justificadas por perda gestacional
›Comissão Nacional de Promoção do Direito a Nascer junto do PM
›Devolução do abono se houver IVG voluntária
💥 E eu com isso?
›Se estás grávida e sem apoio — sem companheiro, sem emprego estável, sem rede familiar —, a IVG pode parecer a única opção.
›Esta proposta quer garantir que tens alternativas reais.
›Mas mistura apoio legítimo com medidas que muitos veem como pressão para não abortar — como ouvir o batimento cardíaco antes de decidir.
👎
Contra
1Obrigar a ouvir o batimento cardíaco é uma tática de culpabilização usada nos EUA para pressionar mulheres — não é informação, é manipulação emocional DN
2Devolver o abono pré-natal em caso de IVG é punir financeiramente uma decisão legal — contraria o espírito do referendo de 2007 Observador
3A "Comissão Nacional do Direito a Nascer" junto do PM é um instrumento político anti-aborto disfarçado de política de natalidade RTP