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Proposta de lei n.º 157

PAN: cinco grávidas despedidas por dia, basta — fim da conta de bater

Pessoas-Animais-Natureza
PAN
·Inês de Sousa Real
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O PAN está a propor uma lei para fechar a porta dos fundos: hoje, se a comissão de igualdade não responder em 30 dias a um pedido de despedimento de uma grávida, considera-se autorizado. O PAN quer obrigar a comissão a responder sempre.

🍺 Qual é o problema?

  • ›Em Portugal, despedir uma trabalhadora grávida obriga a pedir parecer à comissão de igualdade no trabalho (a CITE).
  • ›Problema: se a CITE não responde em 30 dias, considera-se que disse "sim" — o chamado deferimento tácito.
  • ›Resultado: em 2024, cinco grávidas foram despedidas por dia em Portugal — quase 1.900 no total, o número mais alto desde 2020.

📋 O que muda?

  • ›O parecer da CITE passa a ser obrigatório — sem resposta, o despedimento não pode acontecer
  • ›Vale para todos os casos: contratos sem termo, contratos a prazo, despedimento durante o período experimental, não-renovação de contratos
  • ›Os direitos de dispensa para consultas e exames pré-natais passam a aplicar-se aos dois pais — incluindo casos de procriação medicamente assistida
  • ›Mexe no Código do Trabalho (privados) e na lei dos funcionários públicos
  • ›Reforça as multas para empresas que não cumprirem o aviso à CITE

💥 E eu com isso?

  • ›Se estás grávida ou tens uma amiga grávida e o contrato dela está a acabar, hoje o teu chefe pode mandá-la embora à socapa — basta a CITE não chegar a tempo de responder.
  • ›O número está a subir há três anos seguidos — não é abuso isolado, é tendência.
  • ›No bolso: para a empresa, o custo de despedir uma grávida sobe — pode acabar bloqueada de receber subsídios públicos durante dois anos.
👍

A favor

  • 1Em 2024, foram despedidas em média cinco grávidas por dia em Portugal e o número está a subir há três anos seguidos — o sistema atual não está a proteger ninguém Expresso/ISEG
  • 2A própria CITE só tinha emitido 147 pareceres sobre despedimento de grávidas até novembro de 2024 — é tão pouco que mostra que muitos casos passam pelo deferimento tácito sem análise CITE
  • 3A proposta também alarga os direitos de dispensa para exames pré-natais aos pais — ajuda a partilhar a parentalidade desde o início e não custa um cêntimo extra ao Estado RTP

Votação no parlamento

O que se passou até agora

Anunciaram-na no plenário

10 de setembro de 2025

Saiu na folha oficial

1 de setembro de 2025

O presidente aceitou para discussão

27 de agosto de 2025

Baixa comissão distribuição inicial generalidade

27 de agosto de 2025

Chegou à mesa

7 de agosto de 2025

Na comunicação social

Fontes citadas nos argumentos a favor e contra

👎

Contra

  • 1A CITE já está com falta de meios — obrigar a parecer obrigatório sem aumentar os recursos pode encravar o sistema e atrasar empresas legítimas que precisam de fechar postos DECO Proteste
  • 2Se a empresa não puder despedir grávidas por falta de resposta da CITE, pode ter o efeito perverso de nem contratar mulheres em idade fértil — discriminação à entrada, em vez de à saída Observador
  • 3A maioria das despedidas eram contratos a prazo que simplesmente não foram renovados — a lei não obriga ninguém a renovar e isto continuará a acontecer CNN Portugal

Expresso/ISEG

iseg.ulisboa.pt

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CITE

cite.gov.pt

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RTP

rtp.pt

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DECO Proteste

deco.proteste.pt

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Observador

observador.pt

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CNN Portugal

cnnportugal.iol.pt

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