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Proposta de lei n.º 252

PCP: acabem com universidades geridas como empresas — e precariedade

Partido Comunista Português
PCP
·Paulo Raimundo·Paula Santos·Alfredo Maia
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??

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O PCP está a dizer: "a lei de 2007 empurrou as universidades públicas para se gerirem como empresas privadas, com fundações e centros de investigação a funcionarem à margem do Estado. Revoguem isso tudo."

🍺 Qual é o problema?

  • ›A lei que rege as universidades públicas portuguesas é de 2007 (o chamado RJIES) e permitiu a algumas delas virarem fundações de direito privado.
  • ›Na prática, isso abriu a porta a formas de contratação mais precárias — bolseiros, contratos a prazo, professores "convidados" a cobrir lugares permanentes.
  • ›O PCP acusa este regime de empurrar as universidades para a dependência de interesses privados e de afastar estudantes, professores e funcionários das decisões.

📋 O que muda?

  • ›Acabar com o regime de fundação — todas as universidades públicas voltam a ser geridas sob regras do Estado
  • ›Integrar centros de investigação que foram separados das universidades de volta ao público
  • ›Mais democracia interna — estudantes, funcionários e investigadores com voz nos órgãos de decisão
  • ›Combate à precariedade — mais lugares de carreira, menos "convidados" permanentes
  • ›É um projeto de lei — se aprovado, muda mesmo a lei

💥 E eu com isso?

  • ›Se conheces um investigador que há 10 anos vai passando de bolsa em bolsa sem nunca ter contrato estável — é disto que se trata.
  • ›Os próprios dados oficiais mostram que 75% dos investigadores em universidades portuguesas estão em situação precária.
  • ›Como as universidades se gerem afeta tudo: os professores que lá estão, os cursos que oferecem, a investigação que fazem — e no fim, afeta os diplomas que os teus filhos trazem para casa.
👍

A favor

  • 1A federação dos professores do ensino superior (FENPROF) estima que mais de 4 mil investigadores estão em situação precária — é um problema estrutural FENPROF
  • 2Docentes e investigadores já pediram publicamente a extinção do regime de fundação, chamando-lhe "offshore de precariedade" dentro do público DN
  • 3Dados oficiais de 2021 mostram que 75% dos investigadores estavam em contratos precários — não é percepção, são números FENPROF

Votação no parlamento

O que se passou até agora

Votaram no plenário

5 de dezembro de 2025

Discussão generalidade

4 de dezembro de 2025

Anunciaram-na no plenário

15 de outubro de 2025

O presidente aceitou para discussão

14 de outubro de 2025

Baixa comissão distribuição inicial generalidade

14 de outubro de 2025

Chegou à mesa

10 de outubro de 2025

Na comunicação social

Fontes citadas nos argumentos a favor e contra

👎

Contra

  • 1Há já uma proposta do Governo e outras do PS, BE e Chega em cima da mesa — o processo está a andar e esta quinta proposta pode atrasar tudo Ensino.eu
  • 2As universidades que escolheram o modelo fundacional (Porto, Aveiro, ISCTE, Minho) fizeram-no voluntariamente — acabar à força com esse modelo passa por cima da vontade delas Observador
  • 3Reverter ao modelo 100% público significa menos flexibilidade para contratar e pode dificultar trazer professores e investigadores estrangeiros Público

FENPROF

fenprof.pt

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DN

dn.pt

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FENPROF

fenprof.pt

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Ensino.eu

ensino.eu

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Observador

observador.pt

↗

Público

publico.pt

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