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Proposta de lei n.º 348

Bloco: regulamentar o estatuto dos apátridas — pessoas sem país nenhum

Bloco de Esquerda
BE
·Fabian Figueiredo
??%boa ideia
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??%tanto faz
??

votos

7D1MTudo
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Basicamente, o Bloco está a dizer ao Governo: "há centenas de pessoas a viver em Portugal sem nacionalidade nenhuma — nem portuguesa, nem do país de onde vieram. Vamos finalmente regulamentar a lei que reconhece o estatuto de apátrida e foi aprovada em 2023 mas nunca aplicada."

🍺 Qual é o problema?

  • ›Um apátrida é uma pessoa que nenhum Estado reconhece como cidadão. Não tem passaporte, não tem cartão de cidadão, fica sem acesso a saúde pública, escola ou trabalho legal.
  • ›Nos Censos de 2021, 284 pessoas em Portugal declararam ser apátridas. Mas o ACNUR (a agência da ONU para refugiados) só reconhece oficialmente 32. A diferença? Pessoas em limbo, classificadas como "nacionalidade desconhecida".
  • ›Em 2023 foi aprovada uma lei a criar o estatuto de apátrida. A lei dava 90 dias para o Governo regulamentar. Já passaram mais de 2 anos e nada.

📋 O que muda?

  • ›Cria finalmente o procedimento para uma pessoa ser oficialmente reconhecida como apátrida em Portugal
  • ›Inverte o ónus da prova — o requerente só tem de mostrar que tentou; cabe ao Estado confirmar via canais diplomáticos se a pessoa tem ou não nacionalidade
  • ›Reduz o tempo de residência legal exigido para um apátrida pedir a nacionalidade portuguesa — tornando-o português ao fim de 3 anos em vez do prazo normal
  • ›Garante que a apatridia não passa de pais para filhos — quem nasce em Portugal não herda a falta de pátria
  • ›Dá aos apátridas reconhecidos acesso a saúde, educação e trabalho como qualquer outra pessoa com residência legal

💥 E eu com isso?

  • ›Imagina seres uma criança nascida em Portugal cujos pais fugiram de um país que entretanto deixou de reconhecer ninguém — ou nunca registaram o teu nascimento.
  • ›Não consegues tirar cartão de cidadão. Não consegues abrir conta no banco. Não consegues viajar. Não consegues casar. Não consegues legalizar um trabalho.
  • ›São poucas centenas de pessoas no país, mas vivem na sombra absoluta do sistema.
👍

A favor

  • 1Em 2021 os Censos identificaram 284 pessoas a declararem-se apátridas, mas o ACNUR só reconhece 32 — sinal claro de que há centenas em limbo legal Statelessness Index
  • 2A lei já existe desde 2023 mas o Governo não cumpriu o prazo de 90 dias para regulamentar — são mais de 2 anos de incumprimento Público
  • 3A nova lei dos apátridas unia praticamente todos os partidos, com a única exceção do Chega — sinal de consenso parlamentar transversal SAPO

Votação no parlamento

O que se passou até agora

Enviada para análise detalhada

9 de janeiro de 2026

Votaram no plenário

9 de janeiro de 2026

Anunciaram-na no plenário

8 de janeiro de 2026

Discussão generalidade

7 de janeiro de 2026

Baixa comissão distribuição inicial generalidade

6 de janeiro de 2026

O presidente aceitou para discussão

6 de janeiro de 2026

Chegou à mesa

2 de janeiro de 2026

Na comunicação social

👎

Contra

  • 1Inverter o ónus da prova pode abrir a porta a abusos — alguém pode declarar-se apátrida só para acelerar o acesso à nacionalidade portuguesa Executive Digest
  • 2Reduzir o prazo para 3 anos para naturalização é mais favorável do que o regime geral, e pode ser visto como discriminação positiva exagerada Executive Digest
  • 3A AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo — quem trata dos imigrantes) já anda sobrecarregada — acumular mais esta competência pode atrasar tudo Público

Fontes citadas nos argumentos a favor e contra

Statelessness Index

index.statelessness.eu

↗

Público

publico.pt

↗

SAPO

sapo.pt

↗

Executive Digest

executivedigest.sapo.pt

↗

Executive Digest

executivedigest.sapo.pt

↗

Público

publico.pt

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