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Proposta de lei n.º 352

PS apresenta estatuto completo do apátrida que falta há 14 anos

Partido Socialista
PS
·Pedro Delgado Alves·Eurico Brilhante Dias·Isabel Alves Moreira·João Torres
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??%tanto faz
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votos

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O PS está a propor a lei completa para regular o estatuto do apátrida (alguém sem nacionalidade nenhuma) — algo que Portugal devia ter feito há mais de uma década e ainda não fez, deixando pessoas no limbo legal.

🍺 Qual é o problema?

  • ›Apátrida é alguém que nenhum país do mundo reconhece como cidadão — sem passaporte, sem documento de identidade, sem direitos básicos.
  • ›Portugal aderiu às convenções da ONU sobre apatridia em 2012, mas só em 2023 criou o estatuto na lei — e nem isso regulamentou.
  • ›A lei dizia que devia ser regulamentada em 90 dias. Passaram dois anos e pouco, com duas legislaturas dissolvidas pelo meio, e o problema continua por resolver — várias dezenas de pessoas em Portugal estão em limbo jurídico.

📋 O que muda?

  • ›Cria um procedimento oficial para reconhecer alguém como apátrida — desde como se faz o pedido até como se recorre se for negado
  • ›Quem faz o pedido recebe automaticamente uma autorização de residência provisória válida por 6 meses, renovada até decisão final
  • ›Quem é reconhecido como apátrida fica com autorização de residência por 2 anos, renovável por períodos iguais
  • ›
👍

A favor

  • 1Mais de metade dos países europeus já tem procedimentos específicos para reconhecer apatridia (França, Itália, Espanha, Países Baixos, Reino Unido, etc.) — Portugal está atrasado em relação à norma europeia Statelessness Index
  • 2A regulamentação devia ter saído em 90 dias após a Lei 41/2023 — passaram mais de dois anos sem nada, é incumprimento legal flagrante Público
  • 3Há ampla maioria parlamentar — só o Chega votou contra a lei base original, todos os outros partidos têm interesse em regulamentar Observador

Votação no parlamento

O que se passou até agora

Enviada para análise detalhada

9 de janeiro de 2026

Votaram no plenário

9 de janeiro de 2026

Anunciaram-na no plenário

8 de janeiro de 2026

Discussão generalidade

7 de janeiro de 2026

Baixa comissão distribuição inicial generalidade

6 de janeiro de 2026

O presidente aceitou para discussão

6 de janeiro de 2026

Chegou à mesa

2 de janeiro de 2026

Na comunicação social

Garantias específicas para mulheres, crianças e pessoas com deficiência durante o processo
  • ›Aconselhamento jurídico e tradução grátis durante todo o procedimento, e direito a não ser detido nem expulso enquanto aguarda decisão
  • ›Reagrupamento familiar: até à decisão final, a família do apátrida tem direito a autorização de residência provisória
  • ›Portugal passa a dar proteção diplomática e consular aos apátridas com estatuto reconhecido — como se fosse cidadão
  • 💥 E eu com isso?

    • ›Não toca diretamente em quase ninguém — são poucas dezenas de pessoas em Portugal — mas é o tipo de coisa que mostra como o Estado funciona ou não funciona com os mais vulneráveis.
    • ›Filhos de exilados, refugiados de regimes que deixaram de existir, pessoas que perderam documentos em conflitos — todos podem acabar nesta situação.
    • ›Portugal comprometeu-se em 2019 perante a ONU a criar este procedimento — sete anos depois, ainda não cumpriu. Esta lei vem resolver esse incumprimento.
    👎

    Contra

    • 1Existem várias propostas semelhantes em paralelo (Bloco e Livre apresentaram versões próprias) — em vez de uma lei conjunta, há propostas a competir, o que pode atrasar ainda mais Público
    • 2Dar autorização de residência automática a quem se diz apátrida pode atrair pedidos de quem destrói documentos para escapar a expulsão — falta um filtro inicial claro Statelessness Index
    • 3A AIMA, que será a entidade decisora, tem mais de 500 mil processos pendentes — meter mais um procedimento sem reforço de meios é meter o problema dos apátridas no fundo da fila Público

    Fontes citadas nos argumentos a favor e contra

    Statelessness Index

    index.statelessness.eu

    ↗

    Público

    publico.pt

    ↗

    Observador

    observador.pt

    ↗

    Público

    publico.pt

    ↗

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