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Proposta de lei n.º 368

BE: empregadas domésticas com subsídio de desemprego

Bloco de Esquerda
BE
·Fabian Figueiredo
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??%tanto faz
??

votos

7D1MTudo
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O Bloco quer que as empregadas domésticas passem a ter direito ao subsídio de desemprego e que os descontos para a Segurança Social sejam calculados sobre o salário real — porque hoje a maioria desconta sobre valores fictícios muito abaixo do que ganha e fica sem proteção nenhuma.

🍺 Qual é o problema?

  • ›Há 109 mil trabalhadores domésticos em Portugal, 98% mulheres. Só 23% têm descontos para a Segurança Social e o salário médio declarado é inferior a 360 euros — muito abaixo do que ganham na realidade.
  • ›A maioria trabalha em várias casas sem contrato a tempo inteiro, o que as exclui automaticamente do subsídio de desemprego. E como optam pelo "regime convencionado" (descontos mais baixos, calculados sobre um valor de referência e não sobre o salário real), ficam sem proteção.
  • ›Durante a pandemia, quando muitas foram dispensadas, não tinham direito ao lay-off (suspensão temporária com parte do salário pago pelo Estado) nem ao subsídio de desemprego — tiveram de ser criados apoios de emergência.

📋 O que muda?

  • ›Todas as empregadas domésticas passam a ter direito ao subsídio de desemprego, independentemente do tipo de contrato
  • ›Acaba o regime convencionado — os descontos passam a ser calculados sobre o salário real, como para qualquer outro trabalhador
  • ›Garante que os descontos nunca são feitos sobre valores abaixo do salário mínimo nacional (870 euros em 2025)
  • ›Protege as trabalhadoras com múltiplos empregadores, que são a maioria

💥 E eu com isso?

  • ›Se a tua empregada for dispensada amanhã, provavelmente não tem direito a subsídio de desemprego nenhum — fica sem rendimento de um dia para o outro.
  • ›Hoje o salário médio declarado à Segurança Social para estas trabalhadoras é de 360 euros — quando o salário mínimo é 870. Isso significa que descontam sobre uma ficção e quando precisam de apoio, recebem migalhas.
  • ›É uma proteção básica que 109 mil pessoas — quase todas mulheres — não têm.
👍

A favor

  • 1A OIT (Organização Internacional do Trabalho) criticou Portugal por não proteger adequadamente as trabalhadoras domésticas, especialmente no acesso ao subsídio de desemprego Renascença
  • 2Só 23% das empregadas domésticas têm descontos para a Segurança Social e o salário médio declarado é de 360 euros — a realidade do setor é de precariedade extrema Observador
  • 3Durante a pandemia ficou evidente que estas trabalhadoras não tinham proteção nenhuma — tiveram de ser criados apoios de emergência para evitar uma catástrofe social Parlamento

O que se passou até agora

Saiu na folha oficial

3 de fevereiro de 2026

O presidente aceitou para discussão

27 de janeiro de 2026

Baixa comissão distribuição inicial generalidade

27 de janeiro de 2026

Anunciaram-na no plenário

21 de janeiro de 2026

Chegou à mesa

16 de janeiro de 2026

Na comunicação social

Fontes citadas nos argumentos a favor e contra

Renascença

👎

Contra

  • 1Obrigar a descontar sobre o salário real pode levar mais patrões a não declarar as empregadas — se os custos aumentam, o mercado informal cresce Doutor Finanças
  • 2O regime convencionado existe porque muitas trabalhadoras preferem descontar menos para levar mais dinheiro para casa — acabar com a escolha pode prejudicar quem ganha pouco Segurança Social
  • 3A fiscalização do trabalho doméstico é quase impossível — sem controlo efetivo, mudar a lei pode ter pouco efeito prático CGD

rr.pt

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Observador

observador.pt

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Parlamento

parlamento.pt

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Doutor Finanças

doutorfinancas.pt

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Segurança Social

seg-social.pt

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CGD

cgd.pt

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