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Proposta de lei n.º 370

BE: patrões não podem deixar caducar acordos coletivos

Bloco de Esquerda
BE
·Fabian Figueiredo
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??%tanto faz
??

votos

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O Bloco quer acabar com a possibilidade de os patrões deixarem caducar os contratos coletivos de trabalho — que são os acordos negociados entre sindicatos e empresas que garantem direitos acima do mínimo legal. E quer repor a regra de que, em caso de dúvida, aplica-se o que for melhor para o trabalhador.

🍺 Qual é o problema?

  • ›Desde 2003, o Código do Trabalho permite que os contratos coletivos (os acordos entre sindicatos e patrões que definem salários e condições) caduquem se não forem renovados em 3 anos.
  • ›Na prática, os patrões podem simplesmente não negociar e esperar que o contrato expire — e quando isso acontece, os trabalhadores ficam só com os mínimos legais.
  • ›Antes de 2003, se uma lei do trabalho e um contrato coletivo dissessem coisas diferentes, aplicava-se o que fosse melhor para o trabalhador. Essa regra foi eliminada.

📋 O que muda?

  • ›Acaba com a caducidade dos contratos coletivos — os acordos mantêm-se em vigor até serem substituídos por outros, sem prazo de validade
  • ›Repõe o princípio do tratamento mais favorável: quando há conflito entre a lei e o contrato coletivo, aplica-se o que for melhor para o trabalhador
  • ›Reforça a negociação coletiva garantindo que os trabalhadores que entram depois da caducidade ficam cobertos pelo último acordo
  • ›Impede que os patrões usem a ameaça de caducidade como arma de pressão nas negociações

💥 E eu com isso?

  • ›Se o teu sindicato negociou um contrato que te dá mais férias, melhor subsídio de refeição ou horários mais favoráveis — tudo isso pode desaparecer se o patrão simplesmente deixar o contrato caducar.
  • ›Quando um contrato coletivo morre, os novos trabalhadores entram só com os mínimos legais — e o poder negocial do sindicato evapora.
  • ›É a diferença entre teres condições negociadas coletivamente ou ficares sozinho contra o patrão com o mínimo da lei.
👍

A favor

  • 1O número de trabalhadores cobertos por convenções coletivas tem vindo a diminuir em Portugal — a caducidade é uma das principais causas dessa erosão CGD
  • 2A caducidade dá um poder desproporcional ao empregador: basta não negociar e esperar 3 anos para o acordo morrer — os trabalhadores perdem direitos sem ter culpa Parlamento
  • 3A regra do tratamento mais favorável existia antes de 2003 e protegia os trabalhadores em caso de conflito entre lei e contrato — a sua eliminação enfraqueceu a posição negocial dos sindicatos Parlamento

O que se passou até agora

Saiu na folha oficial

3 de fevereiro de 2026

O presidente aceitou para discussão

27 de janeiro de 2026

Baixa comissão distribuição inicial generalidade

27 de janeiro de 2026

Anunciaram-na no plenário

21 de janeiro de 2026

Chegou à mesa

16 de janeiro de 2026

Na comunicação social

Fontes citadas nos argumentos a favor e contra

CGD

cgd.pt

👎

Contra

  • 1Impedir a caducidade pode cristalizar acordos desatualizados e travar a adaptação das empresas a novas realidades económicas Parlamento
  • 2O princípio do tratamento mais favorável pode criar insegurança jurídica — as empresas precisam de saber com que regras jogam Parlamento
  • 3A Agenda do Trabalho Digno de 2023 já alterou algumas regras da caducidade, alongando prazos — esta proposta vai mais longe do que o que foi negociado com parceiros sociais DGERT
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Parlamento

parlamento.pt

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DGERT

dgert.gov.pt

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