A IL quer reformular a gestão dos hospitais públicos: presidentes escolhidos por concurso da CReSAP (a comissão que recruta gestores públicos), com obrigação de assinar contratos de gestão com metas concretas — quem cumpre tem prémio, quem não cumpre é demitido.
🍺 Qual é o problema?
›Hoje, as administrações dos hospitais são nomeadas pelo Governo com pouca transparência e frequentemente substituídas por razões políticas — não por má gestão comprovada.
›A IL quer que o presidente escolha a sua própria equipa (diretores clínicos, enfermeiro-diretor), com a concordância da Direção Executiva do SNS (o órgão que coordena os hospitais).
›O modelo inclui ainda uma Comissão Independente indicada pelo Parlamento para participar no júri de seleção — dando ao Parlamento voz no processo.
📋 O que muda?
›Presidente do conselho de administração escolhido por concurso público com júri independente, incluindo membros da CReSAP e uma comissão indicada pelo Parlamento
›Exigência mínima de 3 anos de experiência em saúde e formação em gestão para todos os membros
›O presidente propõe os diretores clínicos, enfermeiro-diretor e um vogal executivo — escolhe a sua equipa
›
👍
A favor
1A nomeação de um militante do PSD para a ULS de São José em 2025, substituindo um gestor experiente, é exemplo do que este modelo quer prevenir Observador
2Contratos de gestão com metas e consequências existem no setor privado e já foram usados durante a Troika nos hospitais — funcionaram para melhorar eficiência Parlamento
3A inclusão de uma Comissão Independente indicada pelo Parlamento no júri tira ao Governo o monopólio das nomeações sem cair em eleições internas Parlamento
Votação no parlamento
O que se passou até agora
Discussão generalidade
30 de janeiro de 2026
Votaram no plenário
30 de janeiro de 2026
O presidente aceitou para discussão
23 de janeiro de 2026
Baixa comissão distribuição inicial generalidade
23 de janeiro de 2026
Anunciaram-na no plenário
21 de janeiro de 2026
Chegou à mesa
16 de janeiro de 2026
Na comunicação social
Fontes citadas nos argumentos a favor e contra
Municípios mantêm direito a propor um vogal nas ULS, mas através de concurso
›Todos os membros assinam contrato de gestão com metas em 90 dias — incluindo indicadores de desempenho assistencial
›Prémios para quem cumpre as metas; demissão para quem não cumpre
›Processo todo publicitado na Bolsa de Emprego Público e em plataformas online
💥 E eu com isso?
›Se o hospital da tua zona tem um gestor nomeado por amiguismo que não entende nada de saúde, o serviço que recebes é pior — esta proposta obriga a que quem gere tenha currículo para isso.
›Contratos de gestão com metas significam que, pela primeira vez, haveria consequências para gestores que falham — hoje podem ser maus gestores durante anos sem que aconteça nada.
›É a diferença entre gerir um hospital como uma empresa pública séria e geri-lo como um tacho político.
👎
Contra
1O processo descrito é extremamente complexo e burocrático — com 22 números de artigo só para o procedimento concursal, pode demorar meses a nomear uma administração Parlamento
2A CReSAP já faz avaliações para gestores públicos e a ministra diz que os critérios são respeitados — este novo modelo sobrepõe-se ao existente CNN Portugal
3Criar uma Comissão Independente indicada pelo Parlamento para participar no júri pode politizar o processo de outra forma — em vez de partidos no Governo, partidos no Parlamento Parlamento