O Chega recomenda ao Governo uma reforma profunda da Proteção Civil: definir em 180 dias uma capacidade mínima de bombeiros por município, criar financiamento público baseado na disponibilidade operacional (em vez de depender de transporte de doentes), e garantir saúde ocupacional e contratos plurianuais para as associações humanitárias.
🍺 Qual é o problema?
›Portugal tem cerca de 29 mil bombeiros efetivos, dois terços voluntários.
›Muitos quartéis dependem financeiramente do transporte não urgente de doentes para sobreviver, o que desvia meios do socorro de emergência.
›A Liga dos Bombeiros pediu 49,4 milhões de euros como mínimo para 2026, contra os 34,8 milhões aprovados em 2025.
›O Tribunal de Contas alertou que o financiamento atual não garante níveis mínimos de qualidade e prontidão em todo o país.
›Os bombeiros voluntários recebiam 75 euros por 24 horas de trabalho em 2025 — cerca de 3 euros/hora.
📋 O que muda?
›Referencial nacional de capacidade mínima permanente por município (prazo: 180 dias)
›Financiamento público indexado à disponibilidade operacional, substituindo dependência de atividades acessórias
👍
A favor
1O Tribunal de Contas concluiu que o financiamento dos bombeiros não garante níveis mínimos de prontidão em todo o território nacional Renascença
2A Liga dos Bombeiros pediu 49,4 milhões para 2026, mas o Estado aprovou apenas 34,8 milhões em 2025 — um subfinanciamento crónico SÁBADO
3Bombeiros voluntários recebem cerca de 3 euros/hora — valor que dificulta a retenção de operacionais CNN Portugal
Contratos-programa plurianuais entre Estado, municípios e associações humanitárias
›Compensação por disponibilidade operacional (independente do número de ocorrências)
›Programa nacional de saúde ocupacional com rastreio obrigatório
›Regime de requalificação funcional para bombeiros com incapacidade parcial
›Relatório anual ao parlamento com indicadores de capacidade e tempos de resposta
💥 E eu com isso?
›Quando liga o 112, a resposta depende de voluntários que ganham 3 euros/hora e cujo quartel pode estar sem meios porque a ambulância foi fazer transporte de doentes.
›Em zonas rurais, pode não haver equipa mínima de socorro disponível 24 horas.
›A reforma proposta implica gastar mais — a Liga dos Bombeiros pede pelo menos mais 15 milhões/ano — mas visa garantir que a resposta de emergência não dependa de atividades secundárias.
👎
Contra
1Uma auditoria das Finanças alerta para falta de controlo e risco de duplo financiamento aos bombeiros — dar mais dinheiro sem melhorar a fiscalização pode agravar o problema JN
2A criação de componentes permanentes de prontidão pode descaracterizar a matriz voluntária que sustenta o modelo há mais de um século Liga dos Bombeiros
3A proposta é muito abrangente (6 eixos, dezenas de medidas) mas não quantifica custos — o impacto orçamental pode ser significativo e competir com outras prioridades Observador