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Proposta n.º 678

Livre quer auditoria independente aos abusos policiais em Portugal

Livre
L
·Isabel Mendes Lopes·Jorge Pinto·Paulo Muacho·Filipa Pinto·Patrícia Gonçalves+1
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O Livre está a dizer ao Governo: "Portugal não tem ninguém de fora a verificar se a polícia está a discriminar ou a abusar — quem investiga a polícia é a própria polícia. Criem um mecanismo independente que olhe para os direitos humanos e diga as coisas como elas são."

🍺 Qual é o problema?

  • ›Hoje o relatório oficial sobre segurança em Portugal é feito pelo próprio Governo — ou seja, é o filho a corrigir o trabalho de casa.
  • ›Problema? Um estudo de uma investigadora de Coimbra mostrou que ciganos têm 43 vezes mais probabilidade de morrer às mãos da polícia, e negros 21 vezes mais.
  • ›Resultado: há suspeitas de discriminação sistémica que ninguém com independência está a investigar — e os tribunais e a ONU já avisaram Portugal várias vezes.

📋 O que muda?

  • ›Criar um mecanismo independente que avalie como a política criminal afeta os direitos humanos — em especial dos grupos mais vulneráveis
  • ›Obrigar à recolha de dados sobre origem étnica nas intervenções policiais (sem isto, não dá para medir discriminação)
  • ›Incluir representantes da sociedade civil e académicos no mecanismo — não pode ser só polícias a avaliar polícias
  • ›Apresentar um relatório anual público com recomendações vinculativas (= o Governo é obrigado a responder)
👍

A favor

  • 1O estudo da Universidade de Coimbra é demolidor — entre 1996 e 2020, 36% das mortes em intervenções policiais foram de pessoas não brancas, num país onde estas são minoria absoluta Público
  • 2A própria Agência Europeia dos Direitos Fundamentais (FRA) já apontou que os mecanismos de supervisão da polícia em Portugal são insuficientes em independência FRA
  • 3O Comité contra a Tortura da ONU já recomendou a Portugal que reforce a investigação independente de violações cometidas por agentes — recomendações que continuam por cumprir Esquerda

O que se passou até agora

Foi para a comissão discutir

24 de março de 2026

Anunciaram-na no plenário

18 de março de 2026

O presidente aceitou para discussão

18 de março de 2026

Chegou à mesa

6 de março de 2026

Na comunicação social

Fontes citadas nos argumentos a favor e contra

Público

publico.pt

↗

💥 E eu com isso?

  • ›Se confias na polícia, queres saber que ela é justa com toda a gente — e se não confias, queres alguém com poder para investigar.
  • ›A proposta diz: o Estado não pode ter as forças de segurança a investigarem-se a si próprias e ainda achar isso normal.
  • ›Num país democrático, supervisão externa não é desconfiança — é higiene básica.
👎

Contra

  • 1A proposta não diz quem nomeia este novo mecanismo nem como é financiado — pode acabar como mais um conselho consultivo sem poder real Diário de Notícias
  • 2Já existe a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), criar mais um organismo pode ser duplicar trabalho em vez de reforçar o que já existe Executive Digest
  • 3Recolher dados sobre origem étnica é polémico em Portugal — o próprio sistema legal não permite estas categorias e mudar isso é uma discussão complexa Etnográfica

FRA

fra.europa.eu

↗

Esquerda

esquerda.net

↗

Diário de Notícias

dn.pt

↗

Executive Digest

executivedigest.sapo.pt

↗

Etnográfica

journals.openedition.org

↗

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